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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

VIDA E OBRA DE JEAN DESAGULIERS ( 1683 - 1744 )



Vida e Obra de Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)

Autor : Venerável Ir. William Almeida de Carvalho 33

I – Introdução

Visa-se aqui dar uma idéia acerca da vida e da obra de Jean Théophile Desaguliers, mais conhecido na Inglaterra como John Theophilus. Desaguliers ocupa uma posição impar quando da fundação da Grande Loja de Londres, por não se identificar com alguns nobres empoados de então nem com os supersticiosos maçons plebeus dos primórdios que confundiam superstição com esoterismo e misticismo, fato tão comum no Brasil de hoje.



Desaguliers, além de possuir uma sólida formação científica, como se verá a seguir, era um homem também pragmático, preocupado em resolver os problemas concretos de seu tempo, extrapolando na preocupação com questões metafísicas. Homem de escol, é considerado um dos Pais Fundadores da moderna maçonaria.







II – A Saga Huguenote de La Rochelle



O nosso personagem é proveniente de uma família huguenote. Como se sabe, huguenotes são protestantes franceses que se desenvolveram durante a Reforma do século XVI. Sofreram penosas perseguições já que a fé que os guiava, durante muitos anos, esteve baseada nas idéias de Calvino. Esses protestantes fundaram em 1559 uma igreja na França que grassou como um rastilho de pólvora. Emergiram vitoriosos sobre as forças católicas durante as Guerras Religiosas (1562-98) e, pelo Edito de Nantes, receberam uma certa liberdade religiosa e política.



Desaguliers nasceu em 12 de março de 1683 em Aytré, um subúrbio de La Rochelle na França. Era filho do pastor huguenote Jean Desaguliers da comunidade protestante de La Rochelle.



Os huguenotes franceses viviam por esta época momentos difíceis. Desde o começo do século XVI, La Rochelle era uma cidade muito próspera que lucrava com o comércio, principalmente com o da América. Tornou-se um centro calvinista extremamente ativo. Em 1571, houve um importante sínodo protestante que adotou, sobre a inspiração de Théodore de Bèze, a Confissão de La Rochelle. Em 1573, Henrique III, ainda como duque de Anjou, cercou a cidade por mais de seis meses. Os protestantes franceses formavam então um formidável grupo de pressão econômica, política e militar, sustentados pelos ingleses, alemães, holandeses e genebrinos. Não eram camponeses, mas sim citadinos nobres e burgueses.



Na segunda metade do século XVI, os ataques católicos aos protestantes fazem-se cada vez mais virulentos, culminando com o massacre de São Bartolomeu, em 24 de agosto de 1572, no qual foram mortos mais de 30.000 pessoas. Os católicos franceses, reagrupados no partido da Santa Liga, entre 1576 e 1584, não cessaram de fustigar os protestantes e os reis considerados muito hesitantes. Na esperança de legalizar na França a existência de uma igreja reformada e de apaziguar os ânimos, o rei Henrique IV (1553-1610), soberano então protestante, convertido ao catolicismo uma semana antes do massacre de São Bartolomeu e reconvertido ao protestantismo em 1576, assina em 13 de abril o Edito de Nantes.



O Edito de Nanates concedia aos protestantes concessões consideráveis, notadamente a liberdade de consciência; a liberdade de culto nos domicílios senhoriais, em todas as cidades onde o culto reformado existisse de fato; uma anistia geral para todos os “crimes” cometidos no passado e a outorga de 150 lugares de refúgio, 66 cidades ou castelos onde a guarnição era mantida pelo rei. São exemplos significativos as cidades de Montauban e La Rochelle que pertenciam então aos protestantes desde a primeira guerra de religião de 1562. La Rochelle tornou-se a mais forte praça de guerra cedida aos protestantes pelo Edito de Nantes.



O Edito de Nantes era mais uma constituição que um edito, pois, efetivamente, era a constituição político-religiosa de uma minoria tornada independente dentro do país, ou seja, um Estado dentro do Estado. Tal situação não iria durar muito, já que os ódios represados logo explodiriam. Em 1627, o cardeal Richelieu, a propósito do pacto entre La Rochelle e a Inglaterra, que já declarara guerra à França, iniciou a destruição daquela praça de guerra protestante em solo francês. O cardeal conduziu pessoalmente o cerco à cidade rebelde, construindo em terra firme, 12 km de linhas contínuas de fortificações e, no mar, a construção de um dique destinado a impedir a chegada de suprimentos aos sitiados pela frota inglesa. Os rochelenses, comandados pelo almirante Jean Guitton, prefeito da cidade, resistiram durante quinze meses até que a fome forçou-os à rendição em 28 de outubro de 1628. As fortificações da cidade foram arrasadas e as franquias municipais suprimidas. A partir de então, La Rochelle entrou em declínio sensível.



Luiz XIV, persuadido pelo fato de que os protestantes, desde então, haviam desaparecido do solo francês, seja pela fuga, pela conversão ou pelo massacre, resolveu abolir o Edito de Nantes pela sua inutilidade e falta de objetivo. Pensou ter criado, assim, a ferro e fogo, a unidade religiosa do país. Em 18 de outubro de 1685, outorgou o edito de Fontainebleau que revogou o Edito de Nantes. Por tal edito, os protestantes perderam “ipso facto” toda liberdade de culto e toda garantia de segurança, ou seja, seriam extirpado, seu “status” legal. Tornaram-se, portanto, foras-da-lei; suas propriedades foram confiscadas e privados de todos os seus direitos pessoais. A guerra civil irrompeu como guerra clandestina, com a fuga para os países protestantes de centenas de clérigos, que se auto-exilaram, pois foi-lhes dado um prazo de 14 dias para deixar a França, caso contrário sofreriam a pena de morte. Suas igrejas destruídas, foram deixadas em ruínas. Tiveram, por conseguinte, que abandonar ex abrupto não somente seus bens, também de seus filhos, sendo-lhes proibido levá-los para fora da França, para que se se reeducassem na fé romana. Mais de 400.000 huguenotes se refugiaram, principalmente na Holanda e na Prússia, países que se gratificaram em receber tais recursos humanos estratégicos, em sua imensa maioria, comerciantes, empresários e letrados. A América inglesa recebeu também um contigente respeitável de tais quadros que desfalcaram a elite francesa.







III – O Exílio Londrino e a Vida Acadêmica



O pai do nosso Desaguliers, o pastor Jean foge para Guernsey por causa da Revogação, levando consigo o pequeno Jean Théophile, com dois anos, escondido dentro de um tonel. Nove anos depois se estabeleceram em Londres. Convém aqui especular sobre como tais fatos trágicos, vividos pelos huguenotes e pela família Desaguliers em particular, marcaram a mente do nosso personagem, influenciando-o na busca da paz e da fraternidade e na sede por conhecimento científico e tecnológico que o perseguiram durante toda sua vida. Nunca confundiu esoterismo com superstição, como é tão comum no Brasil.



Instalado em Londres, Jean Desaguliers pai integrou-se rapidamente ao clero anglicano e tornou-se pastor numa igreja na Swallow Street (rua da Andorinha), templo favorito dos imigrados franceses. Criou, concomitantemente, uma escola em Islington, freqüentada pelos filhos de outros refugiados, dentre eles vários nobres. Seria aí, que o jovem Jean Théophile, educado pelo seu pai até os 16 anos, matriculou-se e recebeu um estudo de elite que o tornou apto a ingressar na mais prestigiosa universidade inglesa: o Christ Church de Oxford. Ali estudou com o Dr. John Keill, professor de astronomia já célebre pelas suas teorias de filosofia experimental, premissas das ciências modernas, e autor de duas obras: uma Introductio ad veram physicam seu lectiones physicae habitae in schola naturalis philosophiae Academia Oxoniensis (Uma Introdução à Filosofia Natural ou Conferências Filosóficas lidas na Universidade de Oxford) e uma Introductio ad veram astronomiam seu lectiones astronomicae habitae in schola astronomiae Academia Oxoniensis (Uma Introdução à verdadeira astronomia ou Conferências de Astronomia lidas na Escola de Astronomia da Universidade de Oxford).



Jean T. Desaguliers bacharelou-se em 1709 e recebeu o diaconado do bispo de Londres em 7 de junho de 1710. Neste mesmo ano, diplomou-se, tendo, em seguida, obtido um mestrado em filosofia e letras em 1712, sucedendo ao Dr. Keill na cadeira de filosofia experimental no Hert Hall de Oxford. Neste meio tempo, em Shadwell, casou-se com Joanna, a filha de William Pudsley e um ano mais tarde mudou-se para Westminster onde se tornou o primeiro mestre de conferências em ciências. Vem desta época a sua amizade com Sir Isaac Newton (1642-1727) que se tornou o padrinho de um de seus dois filhos. Em 16 de março de 1718 obtém o título de Doutor em Direito Civil por Oxford, tendo, antes, recebido as ordens sacerdotais em 8 de dezembro de 1717 do bispo de Ely, sendo presenteado, pelo Lorde Chanceler, com a cúria de Bridgeham no Norfolk, que dirigiu até março de 1726 quando a trocou para viver em Little Warley no Essex.



No século XVIII, não era usual para um clérigo operar em dois lugares simultâneamente. Assim, em 28 de agosto de 1719, tornou-se capelão do duque de Chandos que lhe ofereceu a paróquia de Whitchurch no Middlesex. Nesse ínterim, conservou sua residência em Londres onde deu aulas até a sua morte em 1744.



Paralelamente às suas pesquisas em física, traduziu para o inglês uma obra de Nicolas Gauger intitulada Mécanique du feu que trata da concepção e da construção das chaminés. Tal obra teve como título em inglês: Treatise on the Construction of Chimneys, publicada em 1716. Tornou-se também um especialista em ventilação, chegando mesmo a superintender a construção de um sistema de ventilação na Casa dos Comuns. Neste mesmo ano publica seus estudos de física experimental sob o título de Lectures of Experimental Philosophy (Lições de Filosofia Experimental) reeditadas posteriormente em 1719. Vêm, desta época, seus estudos sobre a máquina a vapor: aplicou a válvula de segurança, inventada pelo huguenote Dennis Papin, que tinha estudado em Paris com o holandês Christiann Huygens, à máquina inventada pelo mecânico inglês Thomas Savery que utilizava a tensão do vapor d’água como força motriz para bombear água nas minas de carvão. Tal máquina foi melhorada por James Watt tornando-se a primeira máquina a vapor, fator propulsor da Revolução Industrial. Releva-se aqui que Desaguliers não só participou ativamente da corrente científica do seu tempo mas também comungou da idéia de que a tecnologia deveria servir à humanidade, libertando-a do trabalho braçal escravizante.



Sua crescente reputação de sábio facultou-lhe o ingresso em diversas sociedades científicas. Em 29 de julho de 1714, ingressou como Membro, na Royal Society de Londres, fundada em 1660, chegando mesmo a se tornar Demonstrador e Curador da referida Sociedade. Participou também da Gentlemen’s Society em Spalding no Lincolnshire em 1724, uma sociedade literária e de antiquários. Era ainda Membro Correspondente da Academia Francesa de Ciências. Desaguliers consagrou-se, então com Newton, do qual se tornou assistente, a diversas pesquisas no terreno da física experimental, notadamente aquela que consistiu em se deixar cair do topo da Catedral de São Paulo, globos de vidro a uma altura de 105,72 m, fato que lhe permitiu escrever um artigo intitulado: “An Account of some experiments made in the 27th. Day of April, 1719, to find how much the resistence of the air retards falling bodies” (Relatório sobre diversas experiências tentadas no dia 27 de abril de 1719 com o propósito de avaliar em que medida a resistência do ar retarda a queda dos corpos), publicado nos Philosophical Transactions da Royal Society. Desaguliers ajudou ainda Isaac Newton, na redação dos Corrigenda e dos Addenda, acrescida por ele ao Livro I de seus Philosophiae naturalis principia mathematica (Princípios matemáticos de filosofia natural) já editados em 1687.



De 1730 a 1732, viajou freqüentemente aos Países-Baixos, dando inúmeras conferências pagas a 30 shillings por cabeça, um preço alto para a época. Retornando à Inglaterra entre 1733-1734, uma controvérsia o opõe a Jacques Cassini, considerado o inventor da cartografia topográfica e diretor do Observatório de Paris, sobre o maior problema científico do século XVIII: a determinação da longitude. Como se sabe, a determinação da latitude nunca foi problema desde priscas eras, mas a longitude só foi resolvida no século XVIII por um relojoeiro, contra todos os pareceres dos cartógrafos e astrônomos da época, conforme bem elucidado no opúsculo sobre a matéria de Dava Sobel. O Brasil possui esta dimensão continental pela incapacidade dos nossos antepassados coloniais em determinar com precisão a longitude, fossem eles espanhóis ou portugueses. Cassini sustentava que a determinação do meridiano de Paris poderia ser encontrada, traçando-se uma perpendicular indo de Saint-Malo a Estrasburgo. Tudo isto estava no contexto da polêmica opositora entre os membros da Real Sociedade, conjuntamente aos integrantes do Observatório de Greenwich, fundado em 1675, contra os membros da Academia Real de Ciências de Paris, criada em 1666 e os do Observatório de Paris, fundado em 1667, sobre o melhor meio de determinar-se o exato comprimento e a localização dos arcos do meridiano, dados vitais para a navegação da época.



Desaguliers publicou em seguida, diversas obras: em 1734, A Course of Experimental Philosophy (Curso de Filosofia Experimental) em dois volumes e, em 1735, uma edição dos Elements of Catoptrics and Dioptrics (Elementos de Catóptrica e Dióptrica) de David Gregory. Por último, traduz do latim para o inglês, os Mathematical Elements of Natural Philosophy (Elementos Matemáticos de Filosofia Natural) de Gravesandes. Em 1742, recebeu a Medalha de Ouro Copley da Real Sociedade em reconhecimento pelos seus diversos experimentos científicos e tecnológicos, e sua Dissertation of Electricity, publicada no mesmo ano, ganhou o prêmio da Academia de Bordéus. Seu profundo conhecimento científico, apoiado numa intensa mente pragmática, tornou-o, também, um inventor e um consultor de engenharia em diversos projetos. Tanto assim, que deu consultoria em questões de engenharia na reconstrução da ponte de Westminster nos anos que se seguiram a 1738.



Em todos os debates, Desaguliers mostrou-se provido de um grande talento para a vulgarização científica, falando das coisas mais complexas em termos simples e compreensíveis, tanto para os especialistas como para os leigos.



Desaguliers tornou-se mais conhecido pela sua contribuição à evolução da ciência do que por suas obras religiosas como ministro do culto. Sua obra religiosa reduziu-se à publicação de um sermão sobre o arrependimento. Se sua obra religiosa era o ponto fraco de sua vida intelectual, o mesmo não se pode dizer de sua produção, tanto universitária onde mereceu, como vimos, o respeito e a amizade dos homens de ciências e dos grandes de seu tempo, como maçônica, onde se distinguiu de maneira ainda mais marcante.







IV – A Vida Maçônica



A data de Iniciação de Desaguliers não pode ser precisada[1], mas deve-se situar antes da primeira assembléia da Grande Loja da Inglaterra em 24 de junho de 1717. Como é notório, este dia inicia o período obediencial, sendo um marco relevante na história da maçonaria universal. Pode-se afirmar, contudo, que Desaguliers foi, conjuntamente a Anderson, membro da Loja Nº 2 que se reunia na Taverna Horn. Existem registros de que teria sido também Venerável da French Lodge do Templo de Salomão em Hemmings Row. Aparece também como Venerável da Lodge of Antiquity, então Loja Nº 1, em 1723. Em 1731, na Lista das Lojas, aparece tanto como membro da Loja Bear & Harrow (atualmente Loja São Jorge & Corner Stone nº 5) quanto como integrante da Loja University nº 74 que abateu colunas em 1736.



Desaguliers apresentou sua candidatura ao grão-mestrado em 1717, mas somente foi eleito para este posto em 24 de junho de 1719 numa loja reunida na Taberna do Ganso e da Grelha, conforme foi descrito por Anderson na segunda edição (1738) de suas Constituições[2]. É o terceiro grão-mestre da ordem e o último plebeu a ocupar tal posição. Após a administração de Desaguliers, a função de Grão-Mestre torna-se apanágio de membros da família real inglesa ou da nobreza, apresentando-se, desde então, como essencialmente honorífica. Vale aqui recordar a cronologia da sucessão do grão-mestrado: i) Anthony Sayer (1717-1718), ii) George Payne (1718-1719), iii) o nosso Desaguliers (1719-1720), iv) a reeleição de George Payne (1720-1721), v) o primeiro nobre: John, duque de Montangu (1721-1722) e vi) Philip, duque de Wharton, um nobre lascivo cuja biografia os nossos Irmãos ingleses comentam pouco. Quando aqui chegarem informações acerca da sua notória participação no Hells Fire Club, escandalizar-se-ão 98% dos maçons brasileiros. Os ingleses morrem de vergonha da atuação do duque de Wharton e escondem com unhas e dentes as informações sobre o Hells Fire Club. Como o referido duque de Wharton era um doidivanas, seria tarefa do grão-mestre adjunto dirigir os trabalhos da ordem e o nosso Desaguliers, ainda bem, foi nomeado três vezes para tal posto: em 1722, pelo femeeiro Wharton; em 1724, pelo conde de Dalkeith; e em 1725, por Lorde Paisley.



Os maçons ingleses daquele tempo eram como os brasileiros de hoje: demonstravam pouco apreço para com os documentos e arquivos da ordem. Deve-se a Desaguliers a conservação, depois de 1723, da maior parte dos documentos históricos da obediência, notadamente as atas das reuniões dos primórdios da ordem. Ainda como campeão da ordem, da regularidade e do protocolo, introduziu inúmeras regras concernentes aos seguintes aspectos: traje maçônico, alfaias, jóias, festas na ordem, hierarquia dos brindes nos banquetes e outros costumes que vieram a fazer parte integrante da nova maçonaria especulativa que estava em gestação. Sob sua administração, numerosos antigos discípulos, que tinham negligenciado seus deveres maçônicos, retomaram seus trabalhos em loja e muitos nobres são iniciados. Importante é salientar que, no período em que Desaguliers exerceu o grão-mestrado, seja como titular ou adjunto, vários irmãos eram também membros da Real Sociedade, ou seja eram homens de escol não só pela sua posição social como também pela intelectual.



Desaguliers sentiu na própria pele o significado da intolerância, pautou, pois, a sua atuação na ordem então nascente para direcioná-la no sentido da tolerância e da fraternidade universais. Criou assim a caixa de auxílio mútuo maçônico e os fundos de beneficência da Grande Loja da Inglaterra. A idéia de tolerância, cuja primeira definição sistematizada se encontra no Tratado Teológico-político (1670) de Spinoza, funda a noção de igualdade entre indivíduos no seio de uma sociedade pluralista sobre o plano religioso. Foi, mais tarde, estendida por John Locke que, nas suas Cartas sobre a Tolerância e sobretudo no Segundo Tratado sobre o Governo, propõe o sistema parlamentar representativo de governo como meio de barrar o arbítrio do poder do Príncipe, outorgando direitos aos indivíduos, legitimando assim a consecução dos interesses individuais. Antes de Locke na Inglaterra, quando um grupo político-dinástico vencia outro, matava, exilava, confiscava os bens dos adversários, numa selvageria digna de uma cubata africana. A elite inglesa tomou consciência de que tal procedimento político gerava insegurança, transformando o mundo político numa arena hobbesiana (a luta de todos contra todos) extremamente instável e perigosa. Locke então propõe carrear todo o conflito político para um caldeirão, chamado parlamento, onde os que detivessem a maioria, formariam o governo e os minoritários cuidariam da oposição. Com o correr do tempo, o governo sofreria a erosão natural do poder, cabendo a vez à oposição formar o novo governo. Ao invés da morte e do confisco dos bens, haveria a queda do gabinete, favorecendo assim a rotação de elites no poder. Mecanismo institucional muito mais civilizado e inteligente do que resolver o conflito político na base da peixeira na barriga do oponente.



Após 1723, Desaguliers ajuda Anderson a redigir as famosas Constituições que se tornaram o farol básico da maçonaria simbólica. Anderson faz uma síntese dos antigos deveres misturando-os com outros tirados das diversas tradições, especialmente os documentos góticos, queimando o resto, fato que escandalizou as velhas lojas-mães de Londres, York e Westminster. As Constituições de Anderson de 1723 é o divisor de águas entre os maçons operativos e especulativos. No mesmo ano, sobre a inspiração de Desaguliers, a Bíblia, qualificada daí por diante, de Livro da Lei, substitui as Antigas Obrigações sobre as quais os juramentos eram prestados. É ainda atribuído a Desaguliers, a redação do livro Charges of a Free-Mason (Obrigações de um Maçom) e que tem permanecido substancialmente o mesmo desde a edição de 1723.



No ofício de grão-mestre adjunto, Desaguliers contribui ativamente para a redação dos primeiros rituais. Introduziu nestes a idéia de que os maçons operativos faziam do trabalho: como um ato nobre, um dom de Deus, e não, como se pensava até então, como uma maldição, um castigo devido à expulsão do paraíso, como está no Gêneses (4:17-19). Por falar em Deus, a expressão GADU, apesar de ter sido introduzida por Anderson, tem também o dedo de Desaguliers, pois o referido conceito – GADU – facilita a introdução do deísmo na maçonaria nascente, substituindo o teísmo católico, tão bem professado pelos maçons operativos, reforçando assim o anglicanismo que era um pouco mais aberto à tolerância do que a religião de Roma. Convém ainda salientar que o deísmo é mais professado entre os cientistas crentes do que o teísmo, o Deus de Leibniz, de Spinoza, de Einstein, dos cientistas enfim, não é o mesmo Deus de Abraão, Isaac e Jacó. E Desaguliers como cientista...



A partir de 1670, muitos rabinos de origem polonesa estabeleceram-se em Londres e Desaguliers manteve contato com eles ou com seus sucessores para que se juntassem à então maçonaria nascente. No dizer de Robert Ambelain[3], foi devido a esses rabinos que Desaguliers hauriu a história de um novo personagem maçônico: o mito de Hiram. Inspirados pela cabala prática, ou seja, pela magia, a história de um novo personagem - Hiram – arquiteto do templo de Salomão adentra ao ritual maçônico do terceiro grau[4]. Hiram acossado por três maus companheiros que desejavam roubar seus segredos, é morto, enterrado, encontrado e depois ressuscitado. A interpretação simbólica desta morte em loja, aplicada ao sentido moral e espiritual, enquanto o candidato toma o lugar de Hiram, faz definitivamente a ordem sair do domínio operativo e ingressar compulsoriamente no domínio especulativo. Este ritual, oposto ao ensino bíblico e à interdição de tocar os cadáveres, extremamente surpreendente para os maçons do século XVIII, encontra de fato sua justificação pela envergadura do espírito de Desaguliers, que desejava assim legar à maçonaria uma dimensão que ultrapassasse um cristianismo tacanho e etnocêntrico da sua época. É preciso ver aqui um símbolo: as profundas mudanças que Desaguliers aporta ao relato da cabala dão a este ritual uma profundidade que supera a tristeza e o macabro. Desde então, para os maçons, a morte não é mais um fim terrível, mas somente uma passagem, e a iniciação, que é de fato este ritual de passagem, termina necessariamente por uma regenerescência do indivíduo. Por este ritual, Desaguliers oferece aos maçons que se iniciam, uma mensagem de esperança: pela força do trabalho e da virtude, o maçom ganha sua própria purificação.



Desaguliers sempre foi um viajor contumaz. Convidado a ir à Escócia como homem de ciências e engenheiro, aproveita a ocasião para explicar o novo ritual simbólico aos membros da Loja St. Mary’s Chapel. Faz uma demonstração prática iniciando o lorde prefeito de Edimburgo e todos os membros do seu conselho. A maçonaria escocesa, então operativa, ansiava por tornar-se verdadeiramente especulativa nesta ocasião. De volta à Inglaterra em 1726, inicia a Lorde Kingsdale na loja que se reunia no Swan & Rummer, na presença do Grão-Mestre, conde de Inchquin. Em 1731, viajando pelos Países Baixos, preside, como Venerável Mestre de uma Loja de Ocasião, nos salões do embaixador inglês na Haia - Lorde Philip Chesterfield – uma sessão no curso da qual inicia Francisco, duque de Lorena, futuro duque de Toscana, imperador do Santo Império Germânico e esposo de Maria Teresa, imperatriz da Áustria. Pode-se afirmar que o nosso personagem introduziu a maçonaria nos Países Baixos. Voltando, em seguida à Inglaterra, é julgado o mais apto a iniciar o príncipe de Gales - Frederik Lewis[5] - tendo sido o primeiro de uma longa linhagem de príncipes da Casa Real de Hanover que se tornaram maçons - e o faz, no curso de uma sessão organizada no Palácio de Kew em 1732. Ainda sobre sua estreita relação com a realeza, foi nomeado Capelão para o mesmo príncipe de Gales, dava conferências para a família do rei George II e era um dos favoritos da rainha Carolina. Entre 1734 e 36, voltamos a encontrá-lo em Paris, onde pronunciou diversas conferências científicas, sempre ao lado de lorde Chesterfield. Inicia, na loja De Bussy, a Luiz Phélipeaux, conde de Saint-Florentin e duque de Lavrillière. Ajuda a fundar, ainda em Paris em 1735, a famosa loja Louis d’Argent. Em 1738 foi nomeado capelão do Regimento de Dragões Bowles.



Desaguliers, como muito outros homens, tinha uma dupla personalidade. Reservado e austero em público, ele se transformava no interior das reuniões maçônicas. No interior de uma loja, quando as portas ficavam bem guardadas, liberava seu espírito, tornava-se gozador, cantarolava com vivacidade os hinos maçônicos e, até mesmo, apreciava uma alegre libação que muitas vezes, acentuava a sua famosa gota, forçando-o a andar de bengala. Dizia-se mesmo que despendia bastante dinheiro nas suas mini-farras com os irmãos, o que provavelmente era verdadeiro, pois viajava muito, como vimos acima, e suas numerosas atividades deviam render-lhe somas apreciáveis.



As atas da Grande Loja demonstram cabalmente que até quase o final de sua vida participou ativamente das suas deliberações. Sua última presença em loja ocorreu em 8 de fevereiro de 1742. Faleceu em 29 de fevereiro de 1744, com 61 anos e está enterrado na Capela Real do célebre Hotel Savoy de Londres. Seu filho primogênito, Alexander, tornou-se, como ele, ministro do culto. Thomas, seu segundo filho, seguiu a carreira militar, chegando ao posto de coronel, além de ser escudeiro do rei George III da Inglaterra. Atualmente contam-se como seus descendentes os troncos dos Cartwrights e dos Shuttleworths.



Feller, autor de uma Biografia Universal, declara que os últimos dias de Desaguliers foram passados na tristeza e na miséria; teria perdido a razão e se fantasiava, algumas vezes, de arlequim e palhaço. Cawthorn, num poema intitulado The Vanity of Human Enjoyments (Vaidade das Humanas Alegrias), afirma que Desaguliers estava quase indigente no momento de seu passamento



Albert Mackey sustenta, pelo contrário, que estas descrições apócrifas da morte de Desaguliers são francamente exageradas. Nichols, autor das Literary Anecdotes (Anedotas Literárias), que conhecia Desaguliers pessoalmente, traça-lhe um retrato mais lisonjeiro, declarando, no volume nono de sua obra, que ele morreu no Bedford Coffee House e foi enterrado no Savoy.







V - Conclusão



Não importam tanto estes fatos finais. O que está gravado no mármore da história é que Jean Théophile Desaguliers, doutor em direito, cientista, tecnólogo, ministro do culto e membro da Sociedade Real, a par de seus conhecimentos, de sua situação social, de sua forte personalidade e de suas contribuições ao espírito e às estruturas da maçonaria, enriqueceu tanto esta instituição que carreou para ela um número crescente de pessoas de estatura intelectual e social semelhantes às suas. Apesar de sofrer de forte miopia foi um dos mais argutos maçons de sua época. Sob sua liderança intelectual, a então nascente Grande Loja da Inglaterra se espalhou para todo o mundo, tornando a maçonaria uma das maiores instituições universais e, no acertado dizer de Mackey, fez de Desaguliers o Pai da Maçonaria Especulativa Moderna.







VI - Bibliografia







- ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 30 vols., University of Chicago, USA, 1982.



- Jean Théophile Desaguliers, trabalho da Loja Jean-Théophile-Desaguliers nº 138, filiada à Grande Loja do Quebec, Canadá.



- MACKEY, Albert G., Encyclopedia of Freemasonry, vols. I e II, Kessinger Reprints, Kessinger Publishing, LLC, Kila, MT, USA, s/d.



- NEWTON, Edward, Brethren Who Made Masonic History, The Prestonian Lecture for 1965, in The Collected Prestonian Lectures, vol. II, 1961-1974, Lewis Masonic, London, 1983, pg. 46.



- SINGH, Simon, O Último Teorema de Fermat (A História do Enigma que Confundiu as Maiores Mentes do Mundo Durante 358 Anos), ed. Record, Rio de Janeiro, 1998.



- SOBEL, Dava, Longitude – A Verdadeira História de um Gênio Solitário que Resolveu o Maior Problema Científico do Século XVIII, Ediouro, Rio de Janeiro, 1996.



- STOKES, John, Life of John Theophilus Desaguliers, in Ars Quatuor Coronatorum, vol. 38, Anais da Quatuor Coronati Lodge Nº 2076, London, 1925, p. 285.





[1] Alguns autores afirmam que teria sido iniciado em 1712, mas inexistem provas documentais.



[2] ASSEMBLY and Feast at the Said Place, 24 June 1719, Brother Payne having gather’d the Votes, after dinner proclaim’d aloud our Reverend Brother John Theophilus Desaguliers, LLD, FRS, Grand Master of Masons, and being duly invested, install’d, congratulated and homaged, forthwith reviv’d the old regular and peculiar Toasts or Healths of the Free Masons. Now several old Brothers, that had neglected the Craft, visited the Lodges; some Noblemen were made Brothers, and more new Lodges were constituted. In Lamoine, Georges, Les Constitutions d’Anderson, GLNF, Grande Loge de la Province d’Occitanie, ed. SNES, Toulouse, 1995, pg. 188.



[3] Ambelain, Roberto, La Franc-Maçonnerie Oubliée 1352-1688-1720, Ed. Robert Laffond, Paris, 1985, pp. 119-120.



[4] Desnecessário assinalar que na primeira edição das Constituições de Anderson em 1723 não se fazia menção ao grau de mestre, somente na segunda edição de 1738 é que se menciona explicitamente o terceiro grau.



[5] Pai de George III, rei da Inglaterra.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A INFLUÊNCIA DOS ESSÊNIOS NO CRISTIANISMO

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 A INFLUÊNCIA DOS ESSÊNIOS NO CRISTIANISMO

Os Manuscritos do Mar Morto são agora internacionalmente reconhecido como leitura essencial na tentativa para compreender Jesus como um ser humano. Eles estão iluminando nossa compreensão de como e em que forma Jesus é diferente ou parecido ao Essênios. Nós temos muitos para ponderar; por exemplo; Jesus esteve ao não no Qumran dos Essênios vivendo no deserto de Judéia. Ele anuncia as regras daquele Deus, "o reino de Deus, está tornando-se poderoso apresentando milagres de cura e parábolas. Seguramente Jesus Ter ascendido a Cristandade pode ser explicada unicamente face ao gênio criativo de Jesus de Nazareth.Aquela figura histórica misteriosa, Jesus. Aos Cristãos que lutam para compreender seu compromisso com Deus através do Jesus.Examinar documentos Judaicos, estudar os Manuscritos do Mar Morto que são contemporâneos de Jesus , nós encontramos muitos termos, frases, e conceitos até então considerados únicos à Jesus. Esta descoberta pode desapontar os que desejam um Jesus que é único e de nenhuma forma parecido com seus contemporâneos Judaicos ou influenciado por seus pensamentos. Teólogos Cristãos da nossa época, têm avisado que esta linha de raciocínio é perigosa e nega a verdade encapsulada em João Batista 1:14, "E a Palavra se tornou carne e residiu entre nós. . . " Como nós compreendemos Jesus dentro de sua cultura Judaica, nós estamos aprendendo a confrontar uma pessoa real em um tempo específico e lugar. Algumas doutrinas negam que Jesus foi ser humano e sofreu. Asseguram que ele teve unicamente uma existência divina. Nós estamos agora, graças à descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, mais realisticamente confrontado com as dinâmicas da vida humana autorizada pela presença temerosa de Deus....Cinco conclusões [com respeito à relação de Jesus e os Essênios] são aparentes. Primeiro, Jesus foi, certamente, não um Essênio, como alguns autores têm reclamados. Ele também não ensinou por ou significativamente influenciou os Essênios, a despeito das tentativas de muitos. Segundo, Jesus foi provavelmente influenciado em caminhos menores pelo Essênios.

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2Ele compartilhava sua ternura aos mesmos livros da escritura e por seu pneumatico, escatologico, e messianica exegese Ele pode ter herdado do Essênios as idéias de redenção escatologicamente para "o Pobre, compartilhando de posses, e condenação de divórcio; o termo técnico "filhos de luz", e o conceito de "o Espírito Sagrado." Philippi Jesus podia ter sido atraido pela dedicação do Essênios ao Torah. Ele referiu-se ao Essênios apreciativamente o dito sobre o eunucos no Mateus deriva finalmente dele e ele teve o Essênios em mente. Talvez com a publicação dos Manuscritos do Mar Morto, nós podemos ser capazes para espalhar alguma luz neste ainda não resolvido problema. Daqui a pouco, nós poderemos estar intrigado pelas possibilidades de Jesus so referir-se ao Essênios com admiração quando ele elogiou os eunucos. (Mt 19:10-12). Até mesmo isto está clareando que Jesus poderia rejeitar o calendário do Essênios, conservatismo estrito, conceito de pureza e regras obrigatórias rígidas.Yadin concluiu que Jesus soube dos ensinos dos Essênios e foi "anti-essênio." Irto é parcialmente verdadeiro; algumas das palavras de Jesus indica que ele pode ter gostado de algo do modo de vida do Essênio - estilos e umas dimensões de sua teologia.Os Manuscritos do Mar Morto são uma fonte inestimável para ajudar-nos a compreender a vida e ensinamentos de Jesus. Eles fornecem alguns contextos ideologico para seu pensamento, e ilumina o valor social e contexto dos 70 ac da vida Judaica na Terra.Jesus foi influenciado por muitos grupos dentro do Judaísmo. Ele foi obviamente influenciado por João Batista e seu grupo, desde ele foi batizado por ele, e pode bem ter inicialmente liderado um movimento de batista parecido e herdado algum de João Batista discípulos do Batista. As possibilidades últimas contam com a validade histórica dos capítulos do Evangelho de João Batista.Jesus pode ter sido diretamente influenciado por Hillel, que morreu alguns dias antes de seu ministério público. Ele foi certamente influenciado pelos grupos dos Judaicos apocalípticos; mas embora alguns pesquisadores entretêm a possibilidade de que ele foi influenciado pelos autores dos Apocalipses de Enoch (1 Enoch), não há evidencia de que ele tenha sido influenciado por qualquer apocalipse existente. Diferente do Mestre da Retidão, Hillel, e Paulo , Jesus não foi um membro de qualquer grupo Judaico. As tentativas recentes para definir-lo como um Fariseu não tem convencido muitos pesquisadores.

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3Jesus foi influenciado por grupos numerosos e correntes de pensamento dentro do Judaísmo daquele tempo, que esteve muito criativo e diverso. Mérito contemplado é "O Resumo do Schiffman: "Contrário do que foi previamente assumido, as Casas de Hillel e Shammai não exerceram muita influência sobre a Cristandade, como as várias seitas cuja literatura sobrevive no Manuscritos do Mar Morto e nos Apócrifos e pseudoepígrafos."Schiffman está falando sobre "Cristandade." Eu tenho enfocando em Jesus antes a emergência de "Cristandade" depois 70 CE. Pessoalmente, Eu tendo concordar com Schiffman, sem fechar a porta em influências fortes de Hillel em Jesus.As tentativas para reviver o E. Reclamação do Renan que Cristandade é Essenismo que tem sobrevivido tem falhado. Cristandade não é uma forma de Essenismo. Ainda, como pesquisa nos Manuscritos do Mar Morto continua especialmente com a publicação de fragmentos adicionais, e com a elucidação do mundo social e pensamento dos evangelistas, isto tem tornado-se mais óbvio que a influência do Essênio é maior na segunda e terceira gerações de seguidores de Jesus, que nos tempos de Jesus e dentre eles, seguidores os mais antigos. Há mais evidências dos Essênios terem influenciado as cartas-Paulinas, epístolas (especialmente Aos Efésios) que nas letras de Paulo (notavelmente Galatas e Romanos). Há mais evidência de Essênios influenciarem em Mateus e João Batista, que em Marcos, que os precede. Entre Jesus da sagrada escritura talvez e o Essênios provavelmente teve ternura especial aos mesmos livros, a saber, Deuteronômio, Isaias, e especialmente os Salmos de Davi. Esta preferência pode, mas não necessariamente, indica alguma relação entre Jesus e o Essênios. Eles foram provavelmente mais ligados ao Deuteronômio que ele. Esta área para pesquisa frutífera necessitará muito trabalho, discernimento, que pode ser indagado da confiança, sobre Jesus e nós temos agora evidência ampla para acessar preferências do Qumran. Contudo, isto é interessante para ponderar por que Jesus e o Essênios pareciam compartilhar uma ternura aos mesmos livros de sagrada escritura. Jesus e o Essênios utilizaram meios parecidos para interpretar as sagrada escritura. Eles lêem sob a orientação do Espírito e assegurando as promessas de Deus, tiveram agora existência preenchida. Ambos, Jesus e os Essênios foram escatologicamente orientados (viz., Mk 9:1; 1QH 8)....Ambos compartilhavam o princípio da hermenêutica , que resulta em uma interpretação indicando que unicamente eles, e seu grupo, realmente compreendiam o significado das sagradas escrituras. A palavra chave é "revelação." Jesus acreditava que o significado verdadeiro da sagrada escritura tinha sido revelada para ele. O Qumran dos Essênios acreditavam que Deus "tinha

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4feito saber ao" Mestre de Retidão" todo os mistérios das palavras Dele observada pelos profetas" (lQpHab 7.4-5).Os Essênios eram mais extremistas que Jesus; eles asseguraram que unicamente o Mestre de Retidão" compreendia a sagrada escritura (lQpHab 7). Eles insistiam que o autor original, especificamente Habacuc, e outros nunca compreenderam o significado da sagrada escritura. Jesus nunca fez uma tal reclamação; melhor, ele assegurou que as promessas da escritura apontaram para ele e seu tempo.Jesus e os Essênios, em um unico caminho compartilhado, indicou que as sagrada escrituras falaram sobre eles especificamente, escatologicamente, e às vezes "messianicamente." Ambos insistiram que os profetas falaram sobre o fim dos tempos e que este tempo futuro era agora e em sua própria comunidade....Ambos Jesus e o Essênios enfatizaram que a redenção era oferecida aos pobres e que era claramente um termo técnico dos Essênios e pode ter sido que Jesus. Segundo Mateus 5:3, no Sermão da Montanha , Jesus abençoou "o pobre de espírito, e segundo Lucas 6:20, no Sermão da Planície, ele abençoou "o pobre"Em contraste com Jesus, os Essênios desenvolveram regras extensas e rígidas para protege-los das impurezas, para punir aqueles dentre eles que tenham sido violadores , e para restaurar sua momentanea pureza perdida.... O Qumranic código penal, que incluia a pena de morte, foi estreitamente alinhada com as regras para pureza....Em termos do conceito de Jesus de pureza esteve categoricamente diferente do Essênios. G. Jeremias aponta para "um contraste irreconciliável." Para Jesus, impureza não era um perigo, como era para os Essênios. Jesus parece à distância dos debates acima do conceito de pureza que existiu no primeiro-século na Palestina....Jesus convivia com os comuns, e até mesmo com leprosos, os proscritos, e mulheres; essas ações poderiam teriam sido anatema (amaldiçoado) aos Essênios. Em contraste com os Essênios, Jesus visita a casa de um leproso (Mk 14:3 e paralelos). Os Essênios tinham medo de lepra, desenvolvendo regras estritas para procedimento com tais perigos (lQS, 1QM, 11QTemple), e colocou leprosos como proscritos em uma seção ao oriente de Jerusalem (llQTemple 46), precisamente onde Jesus entrou na " casa de um leproso". A atitude de Jesus em relação aos leprosos e réprobos era incomum. Jesus até mesmo se associou com prostitutas. Como Vermes aponta, "Jesus o Galileu, homem sagrado, que usou o conceito da perfeição, mas as pessoas do interior simples, incluindo publicanos, transgressores e prostitutas" contrasta com "a figura austera do Mestre de Retidão. . . "

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5Jesus e o Essênios tinham fins contrários do espectro em consideração às mulheres. Jesus incluiu mulheres em seu grupo, considerando-as discípulas, ensinando as sagradas escrituras (Lk 10:38-42), e até mesmo quebrou tabus Judaicos por conversar com uma mulher Gentia da Syrophoenicia e uma mulher de Samaria. Como R. Hamerton-kelly tem mostrado,"Jesus quebrou as formas da família patriarcal em nome de Deus o Pai, e reconhecendo o direito natural das mulheres para a humanidade igual aos homens" Esta perspectiva é desenvolvida por pessoas numerosas, incluindo B. Witherington e E. Schussler Fiorenza. O Essênios, em contraste arrojado com Jesus, considerava as mulheres indignas de confiança e sem fé e lutou por separar eles mesmos do contato natural de uma mulher (Josephus,Guerra2.121). Os autores (e editores) do Documento Do Damasco explica que a corrupção em culto de Templo, era resultado da associação impura com as mulheres (CD 4-5), e eles estipulam que aqueles Essênios que casa deve obedecer não unicamente as sagrada escrituras (Torah) mas também os estatutos do Essênio e juramentos obrigatórios(CD 7). Um Dos estatutos proibindo comércio com esposa em Jerusalem (CD 12). Um poema de sabedoria de Caverna Do Qumran 4 (4Q184) descreve os perigos de interpretações falsas de sagrada escritura como uma mulher cujo coração está "um laço," que é o "causa de toda maldade," e cujos caminhos são "caminhos de morte." A Regra da Comunidade não menciona ou inclue uma "mulher" (issa)*. Essas perspectivas não são para que sejam igualadas com as atitudes às mulheres encontradas dentre a maioria dos Judeus, provavelmente refletidos em MishnaNashim,queinter aliarequer que uma mulher e um homem quando casados são igualmente responsáveis em consentir para comércio sexual (m.Ket 5:7; cf. lCor 7:3-4, que foi composto pelo Fariseu-cristão Paulo). Meio século passou desde que um beduino-guia descobriu os pergaminhos em uma caverna nos rochedos acima da costa oeste do Mar Morto. Os detalhes daquela descoberta inicial provavelmente nunca será conhecida com certeza. Que encontrado os pergaminhos, como, sob precisamente que condições - tais perguntas estão por este tempo escondido em mistério. Até Mesmo a data é incerta; o 1930, 1942, e 1945 tem tudo como alternativas, geralmente a data aceita é de 1947, provavelmente Fevereiro daquele ano. Não há dúvidas, entretanto, sobre a idade dos pergaminhos. Eles datam do tempo de Jesus e um pouco antes.Entre I950 e 1956, arqueologistas e o beduíno foram procurar mais pergaminhos, e futuramente uma biblioteca de mais de oitocentos manuscritos diferentes foram recuperados.

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6Em um caso, o beduíno explorou uma caverna, a mais rica, agora Caverna conhecida como 4, direita sob os narizes de arqueologistas que estavam escavando um local próximo à Qumran, visando aprender mais sobre os pergaminhos.Dos oitocentos manuscritos, menos que um dúzia estava, em qualquer sentido intacto.mil deles--muitos fragmentos não eram maiores que uma unha. Adquirindo esses fragmentos do beduino despedido era mais complicado que adquirindo o pergaminho intacto do cache inicial Comecou em 1953, um grupo internacional de pesquisadores jovens em Jerusalem sob cuidados dos Jordanianos para classificar esses milhares de fragmentos. . Enquanto a tarefa de identificar fragmentos nunca foram completados (ainda hoje várias peças estão sendo encaixadas dentro de quebra-cabeças), em 1960 este grupo de pesquisadores identificaram as peças de oitocentos documentos e arranjados eles assim como eles puderam, eles tinham também decifrado e transcreveram de modo que podiam ser facilmente lido.Enquanto Isso, por 1958, pesquisadores Israelenses e Americanos tinham publicados os sete pergaminhos intactos do cache inicial.O maioria dos pergaminhos intactos estava facilmente legível por qualquer um que soubesse Hebreu ou, em um caso, Aramaico. Os pergaminhos fragmentados, entretanto, apresentaram um problema difícil. Esses também estavam escritos principalmente em Hebreu, embora uns 25 porcento Aramaico, uma língua Semitica relacionada com o vernacular na Palestina no tempo de Jesus. Mas, em média, 90 porcento de cada destes documentos eram fragmentos. Letras estavam freqüentemente obscurecidas e incertas. Que o grupo de pesquisadores foram capazes de reproduzir transcrições destes fragmentos, com algumas reconstruções em partes desaparecidas, por algum espaço de tempo, é uma realização sábia.Por volta de 1960 os conteúdos da coleção estavam razoavelmente claros. Mais de duzentos documentos eram livros da Bíblia Hebráica. Mas centenas de documentos eram completamente desconhecidos. Esses que eram mais fascinantes, ambos aos pesquisadores e o público. A maioria dos documentos foram escritos em couro. Uns poucos foram em papiro. Um especialmente intrigante, intacto esculpido em cobre identificado acima de sessenta locais. Os vários textos estavam confundindo--previamente Salmos desconhecido, comentários da Bíblia, textos do calendrical, textos místicos, textos do apocalípse, textos liturgico, leis de pureza, Rabbinic-iguais expansões de estórias bíblicas. Como fazer sentido nisto tudo?

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7Pareceu claro que alguns refletiam as visões de uma seita Judaica distinta, que pesquisadores logo identificaram como dos Essênios, um movimento Judaico obscurecido descrito em algum detalhe no primeiro-século por Josephus Um historiador Judaico. Recentemente, entretanto, a hipótese do Essênio tem sido cada vez mais inquirido.Outro aspecto dos rolos mais sensacionais: Em muitos respeitos o pergaminho publicado parecia com a doutrina Cristã--embora a maioria deles datado para um tempo antes a era Cristã. Os conceitos da doutrina cristã já existiam, prefigurado pelos pergaminhos?O pesquisador Andre Dupont-sommer, tentando conectar os Manuscritos do Mar Morto do Qumran e cristandade discutindo que Jesus foi prefigurado por seu caracter em rolos conhecido como o mestre de retidão. Em uma famosa passagem, Dupont-sommer escreveu:O Mestre da Galiléia . . . aparece em muitos respeitos como uma reencarnação surpreendente do mestre da retidão nos pergaminhos. Do último, Ele pregou penitência, pobreza, humildade, amor ao próximo, castidade . Dele, Ele prescreveu a observância da lei de Moises, a Lei inteira, mas a Lei terminada e perfeita, graças às suas revelações. Dele, Ele foi o Eleito e Messias de Deus, o redentor do mundo. Dele, Ele foi o objeto da hostilidade dos padres.... Ele foi condenado e colocou para morte. Ele pronunciou julgamento em Jerusalem, que foi tomado e destruído pelos Romanos., No fim dos tempos, Ele será o juiz supremo., Ele encontrou uma Igreja cujos adeptos ardentemente esperam sua volta gloriosa.Dupont-sommer grandemente influenciado o pelo americano proeminente Edmund Wilson, crítico literário, que escreveu o mais vendido best-sellers, reimpresso de uma série de artigos que apareceram em 1951 para 1954. Wilson, seguinte Dupont-sommer, reclamou que a seita do Qumran e a Cristandade antiga foram " fases sucessivas de um movimento. Esta posição obteve credibilidade dada por fatores inteiramente sem relação ao conteúdo dos pergaminhos eles mesmos. O time de publicação, era, em sua maioria Católicos, padres Católicos, e, tolamente, eles recusaram liberar os textos dos pergaminhos fragmentados inéditos. Esta decisão, compreensivelmente, liderada por acusações de que os pergaminhos inéditos estava sendo impedido porque eles solapavam a fé Cristã. Finalmente a recusa para liberar os rolos, que os pergaminhos conta-nos sobre o período de que ambas, Cristandade e Judaísmo andavam juntas. Os pergaminhos nos conta um grande acordo que nós não soubemos sobre a situação de Judaísmo no amanhecer de Cristandade. Eles também nos conta muito sobre Judaísmo no tempo em que o Templo ainda ficava em Jerusalem e

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8sobre as raizes do Judaísmo; o antecessor direto de todas as denominações Judaicas maiores hoje, que emergidas após os Romanos destruírem o Templo. Conta-nos, finalmente sobre a Bíblia antes do canon autorizado ser estabelecido no segundo século D.C.., quando versões diferentes dos livros bíblicos circulados dentro do mundo Judaico. Os rolos assim fornecem uma visão única dentro de uma cultura religiosa, assim como a agitação social. As mais antigas datas dos rolos é aproximadamente 250 A.C..; o mais recente para 68 D.C.., quando os Romanos conquistaram Qumran em seu caminho a Jerusalem, que eles queimaram uns dois anos mais tarde, efetivamente finalizando a Primeira Revolta Judaica contra Roma.Jerusalém e a influência da cultura GregaEm 332 A.C.. Alexandre, o Grande, conquistou Judéia. Assim começou um processo de Helenização que adotou profundamente toda a cultura dos judeus em vários aspectos. Cidades Gregas foram estabelecidas na Palestina. Templos Gregos foram construídos e dedicados para divindades não judaicas ; A língua Grega foi logo falada pelo mundo Judaico, junto com o vernacular Aramaico e o hebraico cada vez menos frequente. Após a morte de Alexandre em 323 A.C.., seu império partiu em duas partes menores: o Seleucidas na Siria ao norte e o Ptolomaicos no Egito ao sul. Durante o terceiro século A.C.. o Seleucidas e o Ptolemaicos lutaram pelo menos, cinco guerras, com a judeia. Durante este período na Judéia, aumentou as tensões sociais entre os helenizados, que introduziram idéias Gregas e costumes, e aqueles Judeus tradicionais, fizeram oposição a influência Grega, entre as cidades sofisticadas e as aldeias conservadoras, entre aristocratas urbanos e fazendeiros rurais, e entre pobres e ricos. Muitos Judeus encontraram sua fé e a continuidade de seu mundo ameaçado por esses gregos intrusos. O livro de Eclesiastes, com seu ceticismo teológico, é um exemplo da profunda alteração que esta nova cultura efetuou face aos compromissos religiosos tradicionais. Em aproximadamente 175 A.C.. Jason--que teve seu nome Helenizado do Hebreu, Josué—subornou-se a Antiochus IV, monarca dos Seleucidas, depôs seu irmão e ficou em seu lugar, Jason na posição de alto padre em Jerusalem. Em

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9gratidão, Jason logo mudou o nome de Jerusalem para Antioquia e erigiu um ginásio na capital, onde esportes Gregos foram incentivados e a filosofia Grega foi ensinada. Josephus relata que Jason "movia sua cidadania acima dos caminhos Grego da vida." Mais Tarde Antiochus emitiu um decreto proibindo a circuncisão, estudos religiosos, e observância de festivais e o Sabbath. Tal Helenização radical inevitavelmente trouxe a revolta dos Macabeus, dando luz a disnastia de Hasmoneus, de reis Judaicos e sacerdotes(142-37 A.C..). Que começou como um revolta anti-helenística, entretanto, logo virou uma disnastia pro-helenísitica. Intrigas Políticas entre os Hasmoneanos e a a mais alta autoridade política (o rei) foi logo combinado com a mais alta autoridade religiosa (o alto padre). cismas Religiosos aumentaram. Uma guerra civil durante os anos do primeiro século A.C.., dissidentes ]udeus unidos, Demetrius III rei da Siria atacaram Jerusalem, enquanto Alexandre, rei Judaico contratou mercenários para defender a cidade. Crucificaram oitocentos deles. À elite, cujo túmulos e mansões elegantes têm sido descobertas em Jerusalem, houve nos tempos prósperos. Uma primeira seção residencial em Jerusalem, Nahman Avigad da Universidade Hebráica foi recuperada não unicamente suas residências opulentas, banhos rituais, mas também suas mobílias dispendiosas. Em meados de-segundo século A.C.., entretanto, um pequeno grupo de Judeus, talvez ofendidos pelo materialismo que eles viam em toda parte , talvez angustiados pela degradação da classe dos sacerdotes, que se fundiu com a aristocracia de Jerusalem, optaram viver em isolamento. Eles foram para um lugar chamado Qumran. Essas pessoas ocupam o assunto maior deste livro. Se de fato eles foram os guardas dos pergaminhos que foram mais tarde encontrados nesta área,e seu líder o Mestre de retidão. Está claro que eles rejeitaram o Templo de Jerusalem ou ao menos seu sacerdote. Aproximadamente ao mesmo tempo, outros grupos religiosos Judaicos ou seitas estavam emergindo. Destes, o Fariseus são os mais conhecidos. Para eles são atribuídos as fontes da Lei Oral--o Talmud que mais tarde formaram os fundamentos do Judaísmo Rabinico, o Judaísmo que se espalhou por todo a diaspora depois da destruição do Templo pelos Romanos e mais tarde a expulsão dos Judeus do Jerusalem. O segundo maior grupamento, o Saduceus (Tsadukim), que dizia descender do Zadok (Tsadok). Eles contestaram a usurpação do alto sacerdócio por não-zadokitas, eles contudo freqüentemente alinharam-se com o Helenisticos Hasmonianos. Um terceiro, muito menor, foi a dos Essênios. Eles também contestaram um não-zadokita Ter usurpado o alto sacerdócio, mas eles mais rígidos em sua aderência para e interpretação estrita de lei religiosa e menos desejosa para ajustar às realidades políticas dos Hasmoneus.

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10Até Mesmo o Essênios, entretanto, não inteiramente escapou das influências helenísticas por exemplo, em dualismo (caracterizado por contrastar forças, tal como bom e mau, que freqüentemente permeia sua escrita religiosa.Enquanto esses foram os agrupamentos maiores, havia muitos que não deixou nenhum traço em registro histórico.Em meados de-sessentas A.C.., dois filhos de Hasmoneus se empenharam em uma guerra fratricida ao trono. Um destes filhos procurou ajuda Romana, e em 63 A.C.. o general Pompeu Romano conquistou Jerusalem, efetivamente finalizando a soberania Judaica, embora governantes de Hasmoneus continuaram, ao menos nominalmente, sentados no trono de um reino truncado por mais um quarto de século Então, em 40 A.C.., Parthians do oriente invadiu Judéia, vencendo os Romanos e nomeando o último governante dos Hasmoneus (Mattathias Antigonus). No tempo da invasão do Parthian, Herodes, um Judeu de Idumean e linhagem do Nabatean, subseqüentemente Herodes conhecido como o Grande, estava servindo como procurador Romano. Ele prontamente foi a Roma para convencer o senado Romano que unicamente ele poderia restaurar a regra Romana. Em 37 A.C.. Herodes liderou um exército contra Parthians e depois reconquistou Jerusalem.Por trinta-três anos ele controlou Judéia, como um vassalo Romano. Ele foi odiado pelos judeus. Josephus, historiador Judeu se refere ao plano de Herodes para assassinar os líderes da Judeia. Herodes exerceu sua força através do terror e brutalidade, mas uma razão para ele ficar anti-popular foi sua violação de lei Judaica tradicional. Ele construiu templos pagãos numerosos e estádios para gladiadores em Jerusalem. Entretanto, ele também reconstruiu o Templo Judaico em Jerusalem em grande escala que de longe eclipsou o edifício original construído um milênio atrás pelo rei Salomão.Depois da morte de Herodes, em 4 A.C.., Os Romanos assumiram cada vez mais a força direta. Distúrbios continuados, conduziram futuramente a erupção do da primeira revolta Judaica contra Roma, que começou em 66 D.C.. e efetivamente terminado em 70 D.C.., quando os Romanos queimaram Jerusalem e destruíram o Templo.O Judaísmo durante este período tem sido descrito como "notavelmente variado." Alguns pesquisadores diziam Judaísmos, em vez de um Judaísmo. Naqueles tempos inseguros o Judaísmo tradicional, centralizado em sacrifício de Templo, foi amplamente considerado inadequados, por Judeus, devido ao presente tempestuoso. Assim, uniram-se a instituições da sinagoga, que poderiam repor o Templo e tornarem-se o foco da vida Judaica depois disso, nós também vemos o desenvolvimento de expectativas do fim dos tempo, das visões divinas, da vida após a morte, da resurreição dos mortos, dos apocalipses (revelações) onde bons e maus lutariam mutuamente em uma batalha cósmica final, e dos portadores do messianismo.

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11QS, 4Q255-264a, 5Q11 Isto estava entre os primeiros sete pergaminhos encontrados e é motivo central para discussões sobre os Manuscritos do Mar Morto desde sempre. As cópias da Caverna 1 esteve virtualmente intacta. Também, o número puro de cópias deste trabalho descoberto nas cavernas--treze, quase como muitos como copia de Gênesis e Êxodo, e os outros livros da Bíblia--dita centralizou este trabalho na tentativa em compreender o fenômeno dos pergaminhos. Claramente sectario, e escrevendo em língua e imagem para expressar a mente-conjunto .Pesquisadores comumente referem a este trabalho como " Regra De Comunidade.'' Este trabalho supostamente foi feito para governar uma comunidade vivendo em Qumran. Mas esta idéia está ao menos parcialmente errada; o trabalho em si mesmo se refere a vários grupos por toda a Palestina. Portanto isto não anexou especificamente ao local do Qumran (qualquer que seja a conexão dos Manuscritos do Mar Morto ao local). Este texto reflete uma pequena comunidade vivendo lá. Desde que "comunidade" usualmente implica numa definida e restrita localização geográfica Para evitar as conotações enganosas de vários semi-equivalentes linguisticas possíveis, decidimos usar uma das pessoa-designações na maioria comuns de associação, Yahad, "unidade."O texto presente é essencialmente uma constituição do Yahad. Que isto é uma constituição torna-se claro por comparação com as constituições de qualquer outra parte do mundo Greco-Romano contemporâneo. Pesquise por Moshe Weinfeld e Matthias Klinghardt dentre outros têm mostrados que virtualmente todo elemento estrutural deste Judaismo antigo escruto, tem analogias com constituições e associações religiosas do Egito, Grécia, e Ásia Menor. Josephus, o historiador Judeu do primeiro século, descrevendo os grupos Judaicos maiores como escolas filosóficas. Seu retrato é usualmente colocado como uma adaptação enganosa da situação Judaica verdadeira. Como o trabalho é descrito, a associação é suprida de padres, Levitas (um pedido do sacerdócio secundário),"Israel," e proselitos Gentio.. Outros Judeus, junto com as nações Gentias circundadas, eram considerados "Homens de Peversidade" que "anda em caminho mau." Entrava no grupo através de conversão. Durante este período ele (mulheres não é especificamente mencionada) recebe instrução em conhecimento, segredos do grupo e passa progressivamente pelos mais altos estágios de pureza; Sua riqueza (segundo 7:6-8 ele não retém qualquer porção de seus bens) é fundida com o do grupo, uma prática parecida com os Cristãos descritos no Novo Testamento de Atos. Futuramente a associação designa a ele uma posição baseada na obediência à Lei de Moises.

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12Cada capítulo da associação tem um líder conhecido como o Instrutor, provavelmente o padre primeiro, que guia deliberações sobre pergaminhos para governo do grupo, fundos de associação, e interpretação bíblica. Realmente, o título do texto da Caverna 1 declara que esta cópia pertencia a um Instrutor, que pode bem se referir ao trabalho quando instruia novos convertidos. Decisões estão por regra de maioria. Os capítulos locais compreendem ao menos dez homens que se encontram para refeições e estudo da Bíblia. A cada ano eles conduz uma revisão cheia do sócio. Naquele tempo a posição de um homem podia mudar, para melhor ou pior, segundo seu comportamento e compreensão bíblica. O uso de terminologia militar é notável. Membros são descritos como "voluntários" e são organizados dentro de grupos de milhares, centenas, cinqüentas, e dezenas. O método de organização é aquela utilizada na guerra sagrada conduzida sob Moisés e Josué quando Israel foi atacado pelos Canaanitas e tomou posse da terra de Israel. Esta escolha de terminologia foi, certamente, deliberada. O grupo pensando em si mesmo como guerreiros, esperando sinal de Deus para começar a guerra final contra as nações e as maus dentre os Judeus. Enquanto Isso eles procuraram viver em um estado maior de pureza como a Bíblia requeria aos guerreiros sagrados...Muitos das idéias teológicas deste trabalho, são familiares para nós através da escrita de Judeus e Da Cristandade (que foi, certamente, em si mesmo um movimento Judaico quando começou). Como Cristandade, membros como entrando numa nova aliança com Deus, verdadeiramente preenchendo o aliança do velho Mosaísmo. A constiuição chama de Aliança da Misericórdia, o Aliança do Yahad Eterno, a Aliança Eterna, e a Aliança de Justiça. Crentes estão daqui a pouco vivendo em uma era quando Satanás (aqui chamado Belial). O Novo Satanás nos termos do Testamento "o Príncipe deste mundo." Finalmente, aquele fato explica por que crentes, que sabem e vivem pela verdade, tem tais dificuldades neste mundo. Crentes são Crianças de Luz, Crianças não-crentes de Escuridão--terminologia também utilizada no Novo Testamento. Dentre os nomes, a associação chama a si mesmo "O Caminho" (e.g., 9:18), um pessoa-designação que algum dos primeiros Cristãos também utilizavam (Atos 9:2).No futuro a constituição antecipa uma " visitação benévola" de Deus. Uma passagem do texto fala da esperança da ressurreição (11:16-17). Crentes um dia receberão um "coroa de glória" e uma "galardão de honra." Na outra mão, todos não pertencente ao grupo é levado para danação eterna, uma eternidade de tortura pelo mau "anjos de perdição," todos queimando na escuridão completa. Passagens descritivas longas da constituição no inferno e o destino de não-crentesTalvez o mais grave conceito-- verbal por semelhança entre pensamentos Cristãos antigas e desta constituição é a noção de comunidade como templo. Paulo fala da existência de crentes "construída sobre a fundação dos apóstolos e profetas, com Jesus. Nele a estrutura inteira é unida juntamente e cresce num templo sagrado no Senhor; em que você também é edificado para morada de Deus,mediante o Espírito." (Eph. 2:20-22). Nosso texto descreve os crentes como "templo para

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13Israel e . . . Sagrado dos sagrados . . . Assim ambos Cristãos antigos e membros desta associação concebida por eles mesmos é estritamente como o templo verdadeiro. Eles tinham reposto a estrutura física em Jerusalem Isto foi uma idéia com uma implicação do transcendental, desde a Bíblia podia ser lida dizendo que Deus vivia no Templo Do Jerusalem. Para ambos destes grupos, Deus não fez moradia naquele edifício oco mero construído por mãos humanas. Ele viveu neles.O trabalho começa por caracterizar o aliança com que membros estão comprometidos eles mesmos. O autor além disso descreve uma comunidade mestre, que, em termos gerais explica o papel para tomar um Instrutor como um ideal à comunidade. Col. 1 Um texto pertencente ao Instrutor, que está para ensinar o Ho. Uns do ly de como viver segundo o livro de Regra do Yahad. Ele irá ensinar como procurar Deus em todo seu coração e com toda sua alma, para fazer que é bom e direito ante Ele, e como Ele comandou através de Moisés e todos Seus servos, os profetas. Ele irá ensinar a eles a amar tudo o que é escolhido e para odiar tudo que Ele rejeitou, para se afastar eles mesmos de todo mau e para fazer bons atos; para praticar a verdade, justiça, e retidão na terra, e para andar no caminho do bem. Que os voluntários devem viver segundo as leis de Deus na Aliança de Misericórdia, a fim de que seja unida com a sociedade do Deus e ser perfeito ante Ele, segundo tudo que tem sido revelado aos tempos o os nomeados. Ele irá ensinar a amar todas as Crianças de Luz --e para odiar todo as Crianças da Escuridão,Todos os que são voluntários de Deus, irão trazer a medida cheia de conhecimento, vigor, e riqueza dentro do Yahad de Deus. Assim eles purificam seu conhecimento em verdade das leis de Deus, e exercitam seu vigor segundo a perfeição de seus caminhos, e igualmente sua riqueza pelo canon dos conselhos da direita. Eles não irão desviar-se no menor detalhe de qualquer das palavras de Deus. Pergaminhos e a conduta da comunidade. Primeira seção , regras e resumo geral. Col. 5 Isto é a regra aos homens do Yahad (unidade) que voluntários ao reparar todo mau e para firmar teste para que possa comandar-se por Ele, de boa vontade. Eles deverão separar-se da congregação de homens perversos. Eles virão juntamente com respeito para Lei e riqueza. Suas discussões sob a vigilância dos Filhos de Zadok--padres e preservação da Aliança--e segundo a maioria dos pergaminhos dos homens do Yahad, que segura a Aliança. Esses homens decidem em matérias de Lei, dinheiro, e julgamento.

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14Eles praticam a verdade com humildade, caridade, justiça, amorosa-gentileza, e modéstia em todos seus caminhos. Portanto, nada permanecerá em um coração intencional e assim seja seduzido, não por seu coração, nem por seus olhos nem ainda por sua natureza. Juntamente eles são obrigados a circuncisão. O prepúcio desta natureza, este pescoço rígido, e assim estabelece uma fundação de verdade para Israel--que quer dizer, ao Yahad do Aliança com o Eterno. Ambos por experiência e por veredicto irão condenar qualquer que transgredem um regulamento.Princípios Gerais da organização.Da Comunidade em suas refeições associadas ao estudo da BÍBLIA.Por essas regras eles governam a eles mesmos onde quer que eles residam, de acordo com a vida da comunidade. Inferiores devem obedecer a seu superiores de posição no que diz respeito ao trabalho e riqueza. Eles, oram, e dez homens pertencentes à sociedade do Yahad são unidos, um padre deve sempre se apresentar. Os homens ante o padre por posição, e desta maneira sua vontade e opiniões seja procurada em qualquer assunto.Em qualquer lugar onde se unem os dez homens, alguém deve sempre empenhar-se em estudo da Lei.O propósito de comunidade faz, seu manifesto, É reiterado. Esta declaração termina por esperar a chegada de um profeta--talvez o "profeta Moisés" previsto pelo livro de Deuteronômio, ou talvez um mensageiro tal como João Batista, conforme os Cristãos antigos--e dois messias, um sacerdote e um presumivelmente,um rei da linha real de David.Quando, unidos por todos esses preceptores, tais homens vêm a ser uma comunidade em Israel, eles acreditavam Ter a verdade eterna guiada pela instrução do espírito sagrado. Eles à culpa de transgressão e a rebelião de pecado, tornam-se um sacrifício aceitável à terra através da carne de queimou ofertas. a gordura de porções do sacrificio, e oração, formam, justiça em si mesmo, um sabor doce de retidão e comportamento sem culpa, uma oferta voluntária agradável.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

RELIGIÕES ANTIGAS E SUAS HISTÓRIAS

“Religiões Antigas e suas Histórias”
Conceito:







Os primeiros indícios de atividade religiosa existem, como origem principal e em primeiro lugar na África-Negra (Kam, um dos filhos de Noé, que originou os Kamitas). Devemos lembrar que Noé não era apenas um líder político, mas também um instrutor religioso, que de alguma maneira carregou a antiga religião da raça de “Adão”. Assim, esta religião primitiva foi transmitida, através de “Kam” aos povos - negro-africano (Kamitas). Que datam, segundo os historiadores de 30.000 a 10.000 ªC. E que, até hoje, persiste e aumenta seus adeptos, como exemplo: no Brasil. Já em outros lugares, pinturas rupestres encontradas na França, datadas de 20.000 a 11.000 ªC., mostram rituais aparentemente ligados à caça, e estatuetas que remontam a 25.000 ªC. surgem uma deusa-mãe ou figura ligada à fertilidade. O desenvolvimento da escrita no Oriente Médio antigo, por volta de 3000 ªC., revela a existência de grande variedade de crenças, rituais e práticas religiosas.

Sumário:


Os cultos da Antigüidade, com exceção do zoroastrismo e do judaísmo, os demais, todos politeístas e os deuses, organizados em grupos hierárquicos ou familiares.











“África”





O site www.paijulioesteio.kit.net descreve o “Fundamento e de alguns rituais, hoje, praticados no Brasil”.











“O Oriente Médio”





Os povos do Levante glorificavam vários deuses sob o comando de El, “Criador das Coisas Criadas”, e seu complemento, Asherah (deusa-mãe); Baal (deus da tempestade) é auxiliado por sua irmã e defensora Anat (deusa da fertilidade e da guerra) em sua luta com Yam (senhor dos mares) e com Mot (morte e esterilidade).



Uma terceira deusa associada à fertilidade é Astarde, a versão Cananéia de Ishtar, a deusa-mãe semítica.



As práticas religiosas parecem ter consistido, em sua maior parte, de sacrifícios de animais e ocasionalmente humanos, encenação de mitos e decretação de casamentos sagrados. Os reis eram considerados “seres divinos”.



Já na Mesopotâmia, cada cidade suméria tinha suas próprias divindades, embora muitas tenham sido incorporadas aos tipos dominantes (Nanna – Lua; Utu – Sol; Anu – céu; Ea – tempestade; Enki – Terra; Inanna – a deusa-mãe, equivalente à Ishtar semítica).



As religiões dos acadianos, babilônios e assírios conservaram muitas das características sumérias, adaptadas às suas culturas. Ligados à natureza, os deuses da Mesopotâmia também simbolizavam valores morais e sociais.



Os cultos consistiam em oferendas de sacrifícios de animais a imagens divinas. Nos Templos (blocos empilhados, conhecidos como zigurates) era narrado o mito da criação, proclamando a vitória de Marduk (Babilônia) ou Assur (Assíria) sobre Tiamat (águas primordiais).



Na Anatólia (atual Turquia), o império Hitita do segundo milênio antes de Cristo deixou poucas informações sobre assuntos religiosos. Muitos de seus mitos eram traduzidos de textos semíticos ou outros.



O reinado frígio, que sucedeu os Hititas, era o centro do culto a Cibele – deusa da Terra, cujos sacerdotes eram eunucos. Mais tarde, este se disseminou pela Grécia e por Roma. No segundo milênio antes de Cristo, formou-se o grande império mitânico na Síria e norte da Mesopotâmia, cuja religião incorporava diversas características ou semelhança, somente encontradas nos vedas da Índia. Uma religião semelhante à dos vedas também era praticada na antiga Pérsia.











“Egito”





Os Faraós do Egito antigo eram vistos como “seres divinos” e chamados de “Horus” “Filho de Ra”.



Ra era o deus Sol e o senhor dos deuses. Como “Filho de Ra”, o Faraó incorporava o poder solar de dar a vida. Horus era o filho de Ísis¸a Mãe divina, e de Osíris, o deus da inundação, vegetação e dos mortos.



Como Horus, o Faraó personificava a renovação da vida e da fertilidade trazidas pela inundação anual da terra pelo Rio Nilo. Para aumentar seus poderes, as divindades locais eram freqüentemente unidas às oficiais; a mais importante era Amon, deus da invisibilidade que, por volta de 2000 ªC., foi associado a Ra e se tornou-se Amon-Ra, cujo o Templo em Tebas torno-se o mais rico do Egito.



A efêmera “Revolução de Amama” (c.1.350 ªC.) sob o reinado de Akhenaton promoveu o culto de Aton (a divindade única representada pelo disco solar) em oposição a Amon-Ra.



Como os egípcios não conseguiam imaginar que a morte fosse diferente da vida no Egito, a preservação do corpo era essencial para sobrevivência na vida após a morte. Realizavam rituais, alimentos e oferendas; roupas e artigos de luxo acompanhavam o corpo (morto) ao túmulo. Os rituais realizados aos mortos eram julgados pelos deuses do mundo invisível e subterrâneo, mas, munidos, da “Confissão Negativa”, a negação de 49 possíveis ofensas contidas no “Livro dos Mortos” – uma coleção de palavras mágicas e orações – garantiam uma vida após a morte segura e próspera.



É bom citar a semelhança existente entre alguns rituais, como por exemplo, os dos mortos dos egípcios e do negro-africano, onde nos rituais africanos (Egún ou Egungun > osso, esqueleto < , mas, não confundir com “Bàbá Eégún” > espíritos, almas reencarnado dos mortos ancestrais que voltam à Terra em determinadas cerimônias ritualísticas), até hoje, realizam-se rituais aos ancestrais, é de sumo importância aos rituais africanos, por ser esta, comprovadamente, uma das mais antiga.











“Zoroastrismo”





No nordeste da Pérsia, no final do segundo milênio (por volta de 1.200 ªC.), um reformador religioso chamado Zaratustra (Zoroastro) pregava uma simplificação da antiga cosmologia politeísta.



A vida pressupunha uma escolha entre “Aura Masda” (espírito sábio) e Angra Mainyu (espírito destruidor), personificando o bem e o mal. Aura Masda era assistido por anjos, os amesha spentas (espíritos bons).



O destino da pessoa após a morte (céu ou inferno) era determinado por sua própria escolha. O Zoroastrismo, aparentemente a mais antiga “religião de salvação”, tornou-se a religião nacional do império aquemêndia.



O dualismo masdeísta (visão do mundo como uma luta entre o bem e o mal) pode ter influenciado o pensamento grego e judaico antigo e ainda sobrevive na religião dos parses da Índia.











“Grécia”





Os textos na escritura Linear B da civilização micênica, primeiros escritos religiosos na Europa, mostram a importância de Poseidon, deus dos mares, e da “Senhora” (presumidamente uma deusa-mãe). Já outras divindades, como Zeus e Hera, são citadas. Na poesia de Homero, os deuses eram imortais e imutáveis e viviam no Monte Olimpo, embora se portassem como seres humanos, nem sempre bem-comportados. Podiam mudar de forma, interferir na vida dos homens e até alterar o destino destes (mas não sua natureza) em troca de oferendas (presentes) e orações.



Os deuses do Olimpo foram incorporados ao trabalho das sociedades secretas e aos cultos de cura e adivinhação (por exemplo, o oráculo de Delfos). Por volta do séc. VI ªC., faziam parte dos cultos oficiais das cidades-estados gregas. No entanto, a religião da Grécia antiga tinha pouca relação com a moralidade, e as considerações morais, metafísicas e científicas dos filósofos de Atenas dos séculos V e IV ªC. desafiavam a religião popular com idéias diferentes sobre Deus.



As conquistas de Alexandre, o Grande disseminaram o idioma e as idéias dos gregos por todo o Oriente Médio. A civilização helenística realizou uma fusão entre as culturas grega e oriental. O culto aos deuses do Olimpo se disseminou, assim como a adoração de Ísis, do Egito, e de Cibele, da Frígia.











“Roma”





A religião romana baseou-se provavelmente na etrusca e se relacionava ao calendário agrícola, dando origem a duas formas de manifestação religiosa: a devoção doméstica reconhecia os deuses do lar (lares e penates), enquanto o culto do Estado, comandado pelo sumo-sacerdote (o pontifex maximus) e outras autoridades, assegurava o bem-estar da coletividade.



Quando Roma se deparou com a cultura grega, as divindades do Estado foram identificadas com seus equivalentes do “Olimpo”. À medida que o império se expandia, seus exércitos traziam religiões estrangeiras para Roma. A mais importante, até a adoração do cristianismo no séc. IV foi o mitraísmo, baseado na adoração de Mitra ou Mitras (o deus persa da luz, verdade e justiça), cujo sacrifício de um touro cósmico era aclamado por seus devotos em sacrifícios ritualísticos.



Um culto de mistérios exclusivamente masculinos, o mitraísmo chegou a Roma no séc. 1 ªC. e se tornou muito popular no exército.



A religião oficial resistia às inovações ou admitia sua existência apenas quando comprovadamente importantes. Homenagens divinas póstumas foram prestadas a “Julio César”, a “Augusto”, a muitos de seus sucessores e a vários membros da família imperial. Nas províncias orientais do Império Romano, os imperadores vivos eram saudados como deuses.











“Os doze Deuses do Monte Olimpo”





São:







Zeus (júpiter para os romanos) > divindade dos céus, senhor dos imortais. Pai dos deuses e homens (mas não o criador).



Hera (Juno) consorte de Zeus, guardiã do casamento e do parto.



Poseidon (Netuno) o abalador do solo, senhor dos mares.



Deméter (Ceres), deusa do milho e das colheitas.



Apolo (não há equivalente romano direto), aquele que afasta o mal, fonte de profecia e adivinhação; às vezes associado ao Sol, à música e à poesia.



Ártemis (Diana) deusa virgem da caça e dos animais selvagens; originalmente uma deusa-mãe e, às vezes, associada à Lua.



Ares (Marte), deus da guerra.



Afrodite (Vênus), deusa do amor e da beleza.



Hermes (Mercúrio), mensageiro dos deuses e guardião do comércio.



Atena (Minerva), deusa da sabedoria e virgem protetora do lar; protetora de Atenas.



Hefesto (Vulcano), deus do fogo e dos vulcões; protetor dos ferreiros.



Héstia (Vesta), deusa do lar; protetora da cidade de Roma.







Há outras divindades, não incluídas aqui, que também eram importantes na religião popular: Dionísio (Baco), associado ao vinho e às colheitas e adorado em rituais orgíacos. E Asclépio (Esculápio), fonte de cura, principalmente, através das ervas sagradas e medicinais.







Vejam! A analogia entre a Religião Africana (Òrìsàs) e os Deuses do Monte Olimpo!!! Mais uma vez, se comprova a origem religiosa de Noé e seus filhos, em diversos povos do Mundo. Será que estas religiões existissem como existe até hoje a Africana, seriam tão discriminadas como as de origem Africana em nosso País!? Faça sua reflexão! Porque? Uma tem sua origem “branca” e a outra sua origem é “negra”. Por tais motivos, devemos sempre respeitar qualquer credo religioso antigo, independente de cor ou de origem, porque, a base religiosa vem de Noé e seus filhos e, logicamente, extensivos aos seus descendentes.











“Religiões Celtas e Germânicas”





Não dispomos de relatos de adeptos da religião celta pré-cristã e muitos detalhes continuam desconhecidos.



Algumas lendas irlandesas sugerem a existência de um Deus celta soberano, mas a representação mais comum é a figura “masculina com chifres”, evidentemente, ligado à fertilidade, tendo às vezes uma deusa como consorte.



Os vestígios de lugares de cultos encontram-se próximos florestas, água que traduzem a fertilidade: fontes; poços e nascente de rios.



Sacrifícios humanos parecem ter sido comuns teria um significado especial. Vários observadores mencionam “druidas”conduzindo sacrifícios e cerimônias divinatórias.



As religiões dos povos germânicos perduraram até a Idade Média: a Escandinávia só tornou-se cristã após os séculos X a XII. Conhecemos bastante sobre as formas mais recentes, especialmente através da literatura nórdica. Entretanto, as lendas nórdicas foram escritas na época cristã e oferecem uma visão incompleta da religião dos “vikings e anglo-saxões”. A religião germânica possuía várias divindades. Na Antigüidade, três eram especialmente adoradas: Wotan ou Woden (Odin nórdico), pai dos deuses e dos mortos; Tiw ou Tiwaz (Tyr nórdico), o outorgante da lei; e Thor, a divindade do trovão. Odin e Thor pertencem a Aesir, que derrotou Vanir, uma outra raça de deuses. Aesir e Vanir reconciliaram-se e Frey (dos Vanir) e seu complemento feminino, Freya, fortemente associados à fertilidade, são as figuras principais. Não existia um Deus supremo, apenas um caos de energia divina, e o devoto escolhia a divindade que lhe fosse mais útil. Odin era o patrono natural dos guerreiros e suas Valquírias (mulheres guerreiras) levavam os heróis mortos ao seu grande saguão, Valhada. Thor parece ter sido a divindade mais popular.







Como observação: Mais uma vez, existe a analogia entre as religiões antigas! Porque, hoje, a discriminação com as religiões de origem africana, se, na verdade todas as raças humanas do universo possuíam a semelhança religiosa! Será preconceito ou discriminação? Com as Religiões de Matriz Africana! Talvez, seja falta de conhecimento dos povos de hoje, com relação à origem das religiões antigas.















“Era Moderna – Cristianismo”









Conceito:







O calendário ocidental, formado e determinado pelo cristianismo, considera o nascimento de “Jesus de Nazaré” > conhecido como Cristo < como sendo, o ponto de virada da História. Ao datar a “Era Moderna” a partir de seu suposto nascimento (acredita-se que, na verdade, tenha nascido no ano 4 ªC.), o cristianismo concretizou a importância de “Jesus Cristo”.







Sumário:







Para os cristãos, a criança judia nascida em “Belém” não era um ser humano comum, era humano e divino > o Filho de Deus. Embora seja possível dizer que um personagem histórico chamado “Jesus” viveu entre 4 ªC., apenas a fé pode afirmar que se tratava do “Cristo” consagrado por “Deus”, o tão esperado “Messias dos judeus” .







A natureza de Deus





Os cristãos acreditam que Deus é o criador do universo e de todas as formas existentes de vida. Acreditam também que Jesus Cristo é o único Filho de Deus e que existia, assim como Deus Pai, desde antes do início dos tempos.



Jesus encarnou (recebeu forma humana) quando sua mãe humana, Maria, o gerou através do poder do “Espírito Santo”.O objetivo de sua encarnação era reconciliar a raça humana (humanidade) com Deus, pois a pecabilidade humana havia rompido seu relacionamento com “Ele”.



Deus quebrou o poder do pecado e do mal através da morte de Jesus na cruz; através da ressurreição de Jesus no terceiro dia, “Deus mostrou o triunfo da vida sobre a morte, do bem sobre o mal” e prometendo vida eterna àqueles que acreditam em Jesus. Está foi a grande profecia da transformação da religião praticada na época e marcando a Era Moderna Religiosa da maioria da humanidade.



Assim diz: O Livro Sagrado (Bíblia > elaborado e escrito pelos seus adeptos) dos cristãos. Depois de sua morte, Jesus, apareceu muitas vezes aos seus discípulos e, em seguida, ascendeu ao céu, prometendo enviar o “Espírito Santo” para guiar e iluminar a Igreja dos cristãos.



Os cristãos acreditam e na sua fé que Jesus retornará no fim dos tempos para julgar o mundo. Escrito, no Livro Sagrado dos cristãos e funciona como uma coação aos seus adeptos.



A “Trindade” expressa a crença cristã na união de “Três Pessoas” distintas cuja essência é a mesma > Deus, o Pai e o criador; O Filho, que revelou o amor de Deus e seu objetivo em relação à humanidade e à criação; e o Espírito Santo, através do qual Deus procura guiar e instruir o mundo de seus adeptos. E assim, no Livro Sagrado, fazendo e induzindo a todos os cristãos à discriminação às demais religiões existentes na época, assim, registra a história das grandes guerras e as perseguições religiosas, e que nos dias de hoje, ainda existem, mas, discretas e ocultas.















“Os ensinamentos de Jesus”









O que sabemos dos ensinamentos e da vida de Jesus está registrado nos Evangelhos, assim como em várias citações e histórias encontradas em outros livros do “Novo Testamento”.



Uma observação importante: Todos foram escritos por pessoas adeptas ao cristianismo e que acreditavam que Jesus era, ao mesmo tempo, humano e divino.



Nosso conhecimento de Jesus, portanto, vem dos escritos de seus fiéis e adeptos. Jesus, por ser o maior dos maiores profetas, ensinou que Deus é como um pai que cuida de cada uma das pessoas na Terra; através do “arrependimento e do perdão”. Deus chama para si, com amor, toda a humanidade cristã e deseja que cada indivíduo faça a Sua vontade na Terra. Jesus ensinou à todos os cristãos também que, vivendo de acordo com a Sua vontade, o “Reino de Deus”> justiça, amor, clemência e paz < poderá vir à Terra. Contudo, não podemos saber com certeza de que modo Jesus via seu papel. Certamente rejeitava o modelo do “Messias” no qual os judeus de seu tempo acreditavam – um guerreiro justo que os livraria do domínio de Roma e lhes devolveria seu país. Mas, Jesus não pregava a guerra e sim a paz, portanto, os judeus o condenaram.



Debate-se intensamente se Jesus acreditava ser divino. É certo que Ele falava do Reino que estava por vir – não um Reino Político ou Militar, mas sim estabelecido nos corações e mentes das pessoas. Jesus, para época era um sábio e sabia como utilizar as palavras, era além de profeta, ou seja, o sumo dos profetas.



Os cristãos acreditam que através dos doze, principais, discípulos de Jesus, os apóstolos, a autoridade na Terra tenha sido outorgada a ela, que deve ser vista como o corpo de Cristo na Terra. A Igreja (cristianismo) é, portanto, considerada como a única religião e implantada na mente da humanidade, principalmente, a cristã, como sendo, essencial para salvação, para a libertação dos pecados e para possibilidade de vida eterna. A partir desta época, constata-se a maior revolução religiosa, tornando-se o cristianismo um poder político e religioso no mundo, bem como, o preconceito, perseguição e a discriminação religiosa com as demais religiões primitivas.











“A Igreja e os ritos”





A estrutura da Igreja foi formada pela mente cristã através do “livro Sagrado, Bíblia” realizado e escrito pelos ensinamentos e pela doutrina dos seres cristãos.



Através de uma interação dinâmica entre a Bíblia e a tradição, a Igreja desenvolveu o teatro de seus ensinamentos, crenças e credos, além de liturgias, sacramentos e festividades, concedendo aos fiéis a essência da fé cristã e incluindo aos estágios importantes de suas vidas o significado e o propósito dos cristãos. As práticas das Igrejas Católica Romana e Anglicana; na verdade, há uma ampla divergência de crenças e de práticas dentro da própria fé cristã. Pois, fé, crença e rituais, dos cristãos, não é unânime.



Dois ritos ou “sacramentos”, foram instituídos pelo próprio Jesus; o “batismo” e a “eucaristia”. Os demais, ou seja, outros ritos (celebrados em períodos de graça ou bênção, feitos pelos cristãos, conforme a Bíblia) incluem o crisma, o casamento, a ordenação para o sacerdócio, a confissão e a extrema-unção.







A “eucaristia” (ou Sagrada Comunhão) => na qual o “pão e vinho” (a grande profecia de Jesus) são consagrados e oferecidos à congregação => é o principal ritual de muitas Igrejas, pelo fato de Jesus ter dito a seus discípulos na Última Ceia (pouco antes da Crucificação), disse: que se lembrassem dele quando partissem, “o pão” e tomassem “vinho”. Observação: Há uma grande diversidade de interpretações sobre o papel do “pão” e do “vinho”. Na teologia Católica Romana, acredita-se que “o pão”e o “vinho” se tornarão o “corpo”e o “sangue” de Cristo – processo conhecido como “transubstanciação”. Já de acordo com a Igreja e a teologia e crença Protestante, o termo “consubstanciação” envolve a idéia de que o “corpo” e o “sangue” de Cristo estão presentes no “pão” e no “vinho”. Os Protestantes acreditam também que o “pão” e o “vinho”, foi a maior das profecias de Jesus, como sendo, uma homenagem à memória do “sangue” e do “corpo” de Cristo.







O “batismo” marca a aceitação (muitas vezes impostas por familiares ao cristianismo, e não dando as opções religiosas ao ser humano) de um novo membro na Igreja e consiste em “borrifar com água-benta a cabeça da pessoa em questão ou, em algumas tradições, na imersão total”. Este último, ritual (sacramento) lembra o batismo de Jesus por João Batista, assim como o batismo dos próprios discípulos por Jesus.



Muitas Igrejas têm um clero profissional, agrupado em duas categorias principais: “padres” ou “ministros”. A função do padre na Igreja Católica Romana ou Ortodoxa é agir como um intermediário Deus e os adeptos. O “padre” tem um papel formal e litúrgico que não envolve necessariamente uma dimensão pastoral. Ao contrario, o “ministro” em muitas Igrejas Protestantes não age como um intermediário, pois, acredita-se que todas as pessoas estejam em comunicação direta com Deus ou que tenham capacidade de estabelecer essa comunicação. O papel do ministro é guiar a reflexão sobre a “Palavra de Deus” e ajudar os fiéis na sua conduta diária, de acordo com princípios cristãos. Em tais Igrejas, há um ritual, crença no sacerdócio de todos os fiéis.



A maior parte das Igrejas possui seu santuário onde se localiza o altar, além de oferecer locais para a devoção da comunidade, para a leitura da Bíblia, para o culto religioso e para a administração da “Eucaristia” e de outros sacramentos, como o “Batismo”. Em algumas tradições, a Igreja é voltada para “Jerusalém”.



Caso, o leitor, deseja se aprofundar nas diferentes formas e tradições do cristianismo, elas estão descritas em “O Cristianismo no Mundo”.











“Livro Sagrado => Bíblia”





Resumo:







Como já sabemos o Livro Sagrado => Bíblia foi escrita pelos cristãos. A “Bíblia judaica” é chamada de “Velho Testamento” pelos cristãos e os “Evangelhos” => Atos dos Apóstolos, Cartas e Apocalipse, de “Novo Testamento”. Ao fazer esta separação, a Igreja considera-se a verdadeira herdeira de Israel, a quem o “Velho Testamento” e, portanto, o relacionamento especial que Israel tinha com Deus foi transferido à Igreja. Alguns cristãos acreditam que a Bíblia (ela, sendo escrita pelos cristãos) é narrativa real, histórica e cientifica da vida na Terra, de seu objetivo e de seu significado. Já para outros, a Bíblia revela, através de histórias realizadas pelos próprios cristãos e, assim como, mitos, a natureza do relacionamento da humanidade entre si e com Deus. Em ambos os casos, desempenham um papel central, ajudando-os a determinar sua conduta moral, social e espiritual, bem como, religiosa.



Para o vosso conhecimento, a primeira Bíblia conhecida pelos cristãos foi a judaica, na qual vêem a profecia da vinda de Jesus. A Bíblia judaica era conhecida em duas formas pelos cristãos antigos: “a original em hebraico e a tradução grega conhecida como o“Septuaginta”. O cristianismo começou entre os judeus – Jesus aparentemente tinha poucos seguidores não-judeus (gentios) durante sua vida na Terra. Conduto, cristãos de grupos “gentios” foram rapidamente atraídos e liam a Bíblia em grego. Já o “Novo Testamento” foi inteiramente escrito em grego, o que mostra que o mundo “gentio” tornou-se cada vez mais importante que o judaico para a Igreja. Jesus falava “aramaico” (um idioma semítico), sendo que algumas palavras desse idioma permanecem no “Novo Testamento”.



Os Atos dos Apóstolos narram a história mais antiga da Igreja, enquanto os quatro Evangelhos retratam, de formas diferentes, a vida de Jesus. O Novo Testamento contém também as cartas de São Paulo, entre outros, para as igrejas antigas; nessas cartas, a teologia cristã e reflexões sobre Jesus começam a ser desenvolvidas. Ao final do Novo Testamento, está o Livro do Apocalipse, que descreve o fim do mundo e a Segunda Vinda de Jesus. A Igreja antiga parece ter acreditado que Jesus voltaria muito em breve para estabelecer o governo de Deus na Terra. Quando isso não ocorreu, a Segunda Vinda passou a ser considerada como um evento do futuro distante, quando todos seriam julgados e o governo justo de Deus viria à Terra.



Pesquisas realizadas em diversos livros inclusive a Bíblia, bem como, em Enciclopédias.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O CARGO DE ORADOR NO RITO BRASILEIRO (*)

O Cargo de Orador no Rito Brasileiro (*)


IrCarlos Augusto F. de Viveiros

O Orador numa Loja Maçônica do Rito Brasileiro, desempenha várias funções, dentre elas o de fazer os discursos, pronunciamentos e conclusões. A outra é o conhecimento e aplicação do ordenamento jurídico Maçônico, constituindo o cerne de sua missão.

É um dos cargos da Diretoria de uma Loja do Rito Brasileiro que desempenha papel de grande relevância para o funcionamento regular de uma Loja Maçônica, motivo pelo qual tecemos algumas considerações, visando proporcionar aos Irmãos um pouco dos entendimentos sobre essas funções atribuídas ao Irmão Orador.

O Orador, juntamente com o Venerável Mestre, o Primeiro e Segundo Vigilantes, o Secretário, Tesoureiro e o Chanceler, formam as Dignidades da Loja do Rito Brasileiro. Na hierarquia Maçônica, ocupa o posto da Quarta Dignidade, tendo assento no Oriente próximo a grade, ficando ao norte e à direita do Venerável.

No Altar do Irmão Orador devem estar as Constituições e o Regulamento Geral da Federação, adquirindo o direito de solicitar a palavra diretamente ao Venerável Mestre, podendo permanecer sentado em suas manifestações, sendo um ponto de equilíbrio da Loja para que os trabalhos sejam desenvolvidos dentro da legalidade.

O Orador é um cargo de múltiplas funções numa Loja do Rito Brasileiro: apresenta perfil de Orador propriamente dito e outro de representante do Ministério Público Maçônico.

O Orador Maçônico do Rito Brasileiro, enquanto Orador, não tem qualquer diferença do orador no mundo profano, vive da arte de falar bem, com desenvoltura, em sua manifestação. Poderá sustentar-se em anotações e até em discurso a ser lido, preparado previamente, o que propiciará uma abordagem objetiva e correta do que se pretende exaltar. Em outro momento, o Orador não é apenas o orador, mas também o representante do Ministério Público Maçônico, o Guarda da Lei.

O Cargo de Orador exige que, aquele que se encontra no seu exercício, tenha discernimento suficiente para não confundir os momentos de atuação funcional - maçônica. Uma coisa é falar como Orador e outra é atuar como representante do Ministério Público Maçônico, o Guarda da Lei.

Ao Irmão Orador, como membro do Ministério Público, compete: observar, promover e fiscalizar o rigoroso cumprimento das Leis Maçônicas e dos Rituais; cumprir e fazer cumprir os deveres e obrigações a que se comprometeram os membros da Loja; comunicar qualquer infração; promover a denúncia do infrator; ler os textos de lei e decretos; verificar a regularidade dos documentos maçônicos que lhe forem apresentados; apresentar suas conclusões no encerramento das discussões, sob o ponto de vista legal, qualquer que seja a matéria, de forma sucinta; opor-se, de oficio, a qualquer deliberação contrária à Lei e em caso de insistência na matéria, formalizar denúncia ao Poder competente em desfavor do infrator; manter arquivo atualizado de toda Legislação Maçônica; assinar com o Venerável Mestre e o Secretário as atas da Loja, tão logo sejam aprovadas; apresentar peças de Arquitetura nas Iniciações, Filiações, Regularizações, Elevações, Exaltações, etc; agradecer a presença de visitante e acatar ou rejeitar denúncias formuladas à Loja, escritas ou verbais, representando aos Poderes Constituídos. Em caso de rejeição, recorrer ao Tribunal competente.

O Irmão Orador tem como Jóia do cargo um Livro aberto, simbolizando o livro da Lei Maçônica, pois o Orador é o representante do Ministério Público, é o guardião das Constituições Maçônicas e também representa a consciência da Loja. As decisões da Loja são um livro aberto, indicando também que você deve ser um livro aberto à conduta de seus Irmãos, bem como compreender as responsabilidades que o seu cargo atribui, devendo estudar profundamente toda Legislação Maçônica e Rituais.

O Orador fala sempre no final das discussões, sobre qualquer assunto proposto, dando o seu parecer sobre a legalidade, dizendo se as proposições estão ou não dentro da legalidade Maçônica, mesmo que ele seja contra a matéria em discussão, deve opinar somente quanto a legalidade da proposta.

O Irmão Orador poderá também se manifestar a respeito do assunto proposto na condição de membro da Oficina, que deverá solicitar ao Venerável Mestre a palavra nessa condição. A respeito do assunto é expressado muito bem pelo Emin. Irmão Sylvio Cláudio, Ex - Presidente do Supremo Tribunal de Justiça Maçônico do Grande Oriente do Brasil, em sua obra Manual do Orador de Loja (Jurisprudência e Doutrina Maçônica, pág. 469): “Quando o Orador pretende participar da discussão, no mérito, deve informar ao Venerável que deseja falar como Obreiro e não como Orador, dará a sua opinião pessoal e nada falará sobre o aspecto legal da proposta. Nas conclusões, porém, se limitará a dizer sobre a legalidade ou não da matéria em pauta, ocasião em que demonstrará sua isenção, pois pode ter sido contra a proposta mas considerá-la “legal” para efeito de prosseguimento da discussão.”

Quando da abertura dos trabalhos Maçônicos, cabe ainda, ao Irmão Orador, a abertura do Livro Sagrado lendo a parte correspondente ao Grau no qual os trabalhos serão realizados e rogar a presença do Supremo Arquiteto do Universo, Deus, para radiar sobre a Oficina energia, ungindo-nos, transformando-nos em iluminados e conservar todos unidos na lei Divina, para que os trabalhos transcorram justos e perfeitos. E o fechamento do Livro da Lei da Lei através de ritual adequado.

Portanto, como podemos observar, a área de atuação do Orador é extremamente extensa e nem sempre fácil.

Um Guarda da Lei que conheça a legislação Maçônica jamais permitiria que certas coisas sejam praticadas em Loja, impunemente, uma vez que é seu dever zelar pelo cumprimento da Legislação Maçônica e Rituais, denunciando os responsáveis pelo descumprimento.

O Orador de uma Loja do Rito Brasileiro não é apenas um fazedor de discursos, ao contrário. Ele deve ser comedido no falar e só fazer as brilhantes Peças de Arquitetura nas ocasiões propicias, abstendo-se nas sessões ordinárias de produzir erudição longa e demorada, que não trará nenhum proveito para os participantes, após várias horas de trabalho, que precisam sim, ouvir informações simples, claras, objetivas e não discursos retóricos que, no fim não diz nada a respeito do assunto tratado.

Como tudo em nossa Ordem, o Orador deve ser aquele que fala com o coração, sendo a boca mero instrumento de transmissão das idéias; tem de ser equilibrado, sereno e fraterno no cumprimento de sua missão, estar entrosado com o Venerável, sendo recomendável que nunca demonstre, em Loja, discordância com o Altar da Sabedoria, salvo quando uma solução envolve responsabilidade do Irmão Orador, ocasião que deverá solicitar para consignar em ata o seu entendimento a respeito da ilegalidade do ato.

O Orador é o assessor do Venerável Mestre em assuntos envolvendo a aplicação de leis e normas jurídicas, devendo ser tratados, previamente para que o mesmo estude e apresente em Loja uma opinião a respeito do assunto dentro do interesse da Administração e de sua legalidade.

Portanto, o irmão que venha ocupar tal cargo deve fazê-lo com propriedade e dedicação, a fim de contribuir com o funcionamento regular de uma Loja Maçônica.

Bibliografia:

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- Regulamento Geral da Federação - GOB, edição 2003.

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- Ferreira Sobrinho, José Wilson. Legislação maçônica, 1a. ed. Londrina: Ed. Maçônica “A TROLHA”, 2002.

-Ferreira Sobrinho, José Wilson. Maçonaria e direito, 1a. ed. Londrina: Ed. Maçônica “A TROLHA”, 2001.

- Joaquim da Silva Pires. Rituais Maçônicos Brasileiros, 1a. ed. Londrina: Ed. Maçônica “A TROLHA”, 1996.

- Jakobi, Heinz Roland. Como gerenciar uma Loja Maçônica: recomendado para a administração de uma Loja Maçônica, a nível de Venerável Mestre, Luz, Secretários, Tesoureiros e Oficiais/Heinz Roland Jakobi e José Soares Barbosa. 3a. ed. Londrina: Ed. Maçônica “A TROLHA”, 2003.

- Carlos Simões, O Rito Brasileiro, 1a. ed. Ed. “A GAZETA MAÇÔNICA”, 1999.

- Mota, Willian Felicio da. Rito Brasileiro de maçons antigos, livres e aceitos “normas - ritualística e estrutura”, 1a. ed. Ed. “PONTUAL”, 2001.

- Valter Martins de Toledo. Jurisprudência de Doutrina Maçônica. Impressão - Gráfica Nadai. 2002.

- Pinto, G. Hercules. A Maçonaria e o rito brasileiro. Ed. Maçônica, 1981.

-Conte, Carlos Brasílio. O livro do orador: oratória maçônica , São Paulo, Ed. Madras, 2004.



(*) Texto enviado pelo Ser Irmão José Robson Gouveia Freire, MI, Gr 33º e Membro Ativo da ARLS Pioneiros de Brasília nº 2288 – Federada ao GOB e Jurisdicionada ao GODF – Rito Brasileiro.

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